Em primeiro lugar, devo agradecer à Ciclocidade pela cortesia e dar uma bela nota dez para a organização com que os paraciclos foram montados à entrada do SESC. Como é bom poder estacionar a LadyBike com a classe e conforto que ela merece e seguir tranquila para meu destino, sabendo que ela será bem cuidada.
Comecei a noite muito bem, reencontrando amigos que não via há algum tempo como a Aline Cavalcante e o Carlos Alkmin e conhecendo outros que migraram do mundo virtual para o real, como a simpática Edméia Dantas, o efusivo Luiz Dranger, do site Escola de Bicicleta, e a mega-fofa Verônica Mambrini, uma cycle chic de primeiríssima.
Aliás, agradeço ao Luiz por ter colocado nas mãos do David Byrne um exemplar do meu livro "Amigos Imaginários" (devidamente autografado, é claro). Espero que agrade ao Mister Talking Heads.
Mas vamos ao que interessa: participaram do debate, além de David Byrne, Arturo Alcorta (Escola de Bicicleta), Marcelo Branco (Secretário de Transportes de SP) e Eduardo Vasconcelos (da ANTP).
Abaixo transcrevo algumas frases que, a meu ver, valeram o debate:
"The more people bike, the safer it gets" (Quanto mais pessoas pedalam, mais seguro fica) - David Byrne. É a pura verdade e os números comprovam que quanto mais ciclistas nas ruas, menor é o índice de acidentes. Então, "vãobora" pedalar, se não pelo prazer ou por esporte, pelo dever de cidadão, hehehe.
"Perdeu-se a noção do que é mobilidade e, consequentemente, do que é cidade" - Arturo Alcorta.
Defendeu-se também um conceito que vem tomando corpo no mundo todo e que significa "tomar posse de sua cidade", ou seja, sentir-se um dos donos do espaço público e aprender a compartilhá-lo.
"Os urbanistas e arquitetos têm pensado as cidades para as cidades. É preciso pensar a cidade para as pessoas". Parece óbvio, eu sei, mas infelizmente as cidades não são feitas com o objetivo de promover a interação entre pessoas, para que a vida dos moradores tenha mais qualidade. E isso precisa mudar.
É importante também mudar a forma imediatista com que pensamos e começar a imaginar como o mundo poderia ser melhor daqui a 100, 200 anos, pois esse é o tempo que se demora para consolidar verdadeiras mudanças. Além disso, com um prazo maior tudo é mais fácil de realizar.
Também precisamos acabar com o comodismo que nos faz dizer que "ah, legal você andar de bicicleta por aí, mas isso não é para mim" ou então "eu não conseguiria fazer o que você faz". Toda mudança social começa pelo indivíduo.
Enfim, foram muitas as coisas legais que ouvi por lá, não só dos debatedores, mas também dos demais ciclistas presentes. Apesar da consciência de que estamos no começo de um processo, foi muito bom ver o auditório lotado e perceber que não sou a única a querer uma cidade melhor, mais sustentável e acolhedora para seus moradores.
Agora, uma curiosidade para quebrar a seriedade do assunto. A queixa número um entre a mulherada presente era de ter engordado depois de começar a pedalar. E, quer saber? Aconteceu comigo também. Não é só porque o corpo muda, fica mais definido e forte, mas principalmente porque a gente sempre pensa "ah, já pedalei bastante hoje, então dá para tomar uns chopps" ou "..comer uns brigadeiros" ou "enfrentar uma pizzada". É, mulherada, não basta pedalar, tem que fechar o bocão também! ;-P
Beijokas da Fernanda.
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| David Byrne chega ao SESC numa bicicleta do UseBike. Foto de Marcel Maia. |
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| Eu e a LadyBike "nos trinques" para o evento. |
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| Muitas, mas muitas bikes mesmo! |
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| LadyBike e suas amigas em frente ao SESC. |
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| Dois rapazes simpáticos e suas camisetas legais. |
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| "Bicycling - a quiet statement against oil war" |
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| A lua, linda, linda... |
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| Eu e Verônica Mambrini (com seu lindo vestidinho cheios de bikes) |
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| Hora de falar sério. Os integrantes na mesa de debates. |











































