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26 julho 2011

Eu Acho Isso Muito Bacana: Bicicloteca.

Foto: Divulgação.

Ontem, no dia do Escritor, começou a circular em São Paulo a primeira Bicicloteca, idealizada por Robson Mendonça, criador do Movimento Estadual de População em Situação de Rua e ex-morador de rua.
Segundo Robson, o morador de rua encontra muitas dificuldades para entrar em contato com os livros, pois a maioria não tem documento de identidade e portanto não consegue acesso às bibliotecas públicas.
Para resolver este problema Robson, em parceria com a Green Mobility e a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, criou a Bicicloteca.
A ideia é simples: montar um equipamento em cima da bicicleta para distribuir livros pela cidade, levando a cultura para quem precisa. A engenhoca, que deverá circular pelo centro da cidade distribuindo livros para os moradores de rua, também inclui um megafone para chamar a atenção de possíveis interessados. Quando uma pessoa recebe a doação, é feito também um cadastro no site para ajudar na busca por parentes perdidos, demanda muito freqüente entre os que vivem na rua já há algum tempo.
Iniciativas como essa como mostram que é possível fazer muito, mesmo sem recursos financeiros.
Eu acho isso muito bacana!
Beijokas da Fernanda.

Vote no "Minha Vida Eco-Chic" para o Prêmio Top Blog 2011. 

26 abril 2011

Eu Quero Muito (Fazer) Isso: Balcão de Livros.

Outro dia recebi aqui em casa duas caixas com meus livros favoritos que, por falta de espaço, estavam guardados no escritório da empresa. Minha felicidade ao encontrar meus queridos volumes -- que resistiram bravamente a muitas mudanças de casa, cidade e estado civil -- se desfez no momento em que abri o primeiro deles: o mofo, a poeira e o tempo transformaram as páginas repletas de boa literatura em criadouros de ácaros, letais para a minha rinite alérgica.
Mas, apesar de saber que para reler meus livros favoritos terei que comprar novos exemplares, não consigo desfazer-me dos antigos, pois há neles um valor sentimental imenso. E, devo confessar, sou uma pessoa apegada à matéria.
Então quando vi esse post no site Coletivo Verde, tive minhas esperanças renovadas: posso reutilizar meus livros! Assim como o balcão das fotos acima, que está charmosamente instalado na biblioteca de Arquitetura da TU Delft, uma faculdade Holandesa, meus livros também podem se transfomar em uma peça de mobiliário aqui para casa.
Agora só me resta definir exatamente o quê. Aceito sugestões...
Beijokas da Fernanda.

15 julho 2010

Dica de Leitura: "A Empresa Verde" de Élisabeth Laville


Ficha Técnica:
Título: A Empresa Verde
Autora: Élisabeth Laville
Preço: R$ 66,00
Número de páginas: 408
ISBN 978-85-62446-01-6

O termo “sustentável” significa tanto aquilo que se pode sustentar como aquilo que é possível defender. Isso nos dá a chave para entender por que se define “desenvolvimento sustentável” como aquele que permite que a geração atual satisfaça suas necessidades sem, para tanto, comprometer a possibilidade de que as gerações futuras façam o mesmo.

Em A empresa verde, Élisabeth Laville, uma das maiores estudiosas do assunto na atualidade, mostra que esse conceito se aplica a todos os aspectos da atividade econômica. Cada vez mais, consumidores de todo o mundo pautam suas escolhas conforme uma série de questões — do impacto ecológico provocado pelas indústrias até as condições humanas em que se produziram os bens oferecidos pelo comércio.

O livro comprova com muitos exemplos que a adoção de medidas favoráveis ao desenvolvimento sustentável exige uma boa dose de coragem por parte dos dirigentes, pois implica quase sempre uma mudança radical na cultura das empresas. Mas A empresa verde também demonstra que, ao contrário da crença amplamente difundida, essas medidas não necessariamente inviabilizam o lucro — em muitos casos, elas geram economia. Sobretudo, porém, são medidas que posicionam a empresa de forma estratégica para mudanças que já estão em processo.

“É preciso criar uma empresa que esteja em harmonia com o mundo que a cerca, uma empresa para a qual o desenvolvimento sustentável seja uma segunda natureza, e na qual cada ato contribua efetivamente com a criação de um mundo um pouco melhor, não por altruísmo, mas por natureza. Essa perspectiva é, ao mesmo tempo, impressionante, pelo caminho que nos resta percorrer, e entusiasmante, porque se trata, sem dúvida alguma, do mais formidável desafio proposto à humanidade neste início de século. Um desafio que nos pede, em primeiro lugar, que imaginemos o mundo em que queremos viver no futuro; e que confiemos no ser humano para avançar rumo ao melhor, ao invés do pior.”

Fonte: BEÎ editora