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16 julho 2010

Os 10 princípios da madeira de boa origem

O FSC - Conselho Brasileiro de Manejo Florestal (ou FSC Brasil) é uma organização não-governamental, independente e sem fins lucrativos, reconhecida como uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) cuja missão é difundir e facilitar o bom manejo das florestas brasileiras conforme princípios e critérios que conciliam as salvaguardas ecológicas com os benefícios sociais e a viabilidade econômica.

Vamos ver o que é preciso para que um móvel, instrumento musical ou qualquer produto derivado de madeira obtenha esse selinho do FSC?

 
1: Obediência às Leis e aos Princípios do FSC O manejo florestal deve respeitar todas a leis aplicáveis ao país aonde opera, os tratados internacionais e acordos assinados por este país, e obedecer a todos os Princípios e Critérios do FSC.


2:  Responsabilidades e direitos de posse e uso da terra
Os direitos de posse e uso de longo prazo relativos à terra e aos recursos florestais devem ser claramente definidos, documentados e legalmente estabelecidos.

3:  Direitos  dos Povos Indígenas
Os direitos legais e costumários dos povos indígenas de possuir, usar e manejar suas terras, territórios e recursos  devem ser reconhecidos e respeitados.


4: Relações Comunitárias e  Direitos dos Trabalhadores
As atividades de manejo florestal  devem manter ou ampliar o bem estar econômico e social de longo prazo dos trabalhadores florestais e das comunidades locais.


5: Benefícios da Floresta
As operações de manejo florestal devem incentivar o uso eficiente dos múltiplos produtos e serviços da floresta para assegurar a viabilidade econômica e uma grande gama de benefícios ambientais e sociais.

6: Impacto Ambiental
O manejo florestal  deve conservar a diversidade ecológica e seus valores associados, os recursos hídricos, os solos, e os ecossistemas e paisagens  frágeis e singulares, e ao assim atuar, manter as funções ecológicas e a integridade da floresta.

7: Plano de Manejo
Um plano de manejo - apropriado à escala e intensidade das operações propostas -  deve ser escrito, implementado e atualizado. Os objetivos de longo prazo do manejo florestal e os meios para atingi-los  devem ser claramente definidos.

8: Monitoramento e Avaliação
O monitoramento  deve ser conduzido - apropriado à escala e à intensidade do manejo florestal - para que sejam avaliados a condição da floresta, o rendimento dos produtos florestais, a cadeia de custódia, as atividades de manejo e seus impactos ambientais e sociais.


9 - Manutenção de florestas de alto valor de conservação
As atividades em manejo de florestas de alto valor de conservação devem manter ou ampliar os atributos que definem estas florestas.  Decisões relacionadas à florestas de alto valor de conservação devem sempre ser consideradas no contexto de uma abordagem precautória.


10 : Plantações
As plantações  devem ser planejadas e manejadas de acordo com os Princípios e Critérios de 1 a 9 e o Princípio 10 e seus Critérios. Considerando que as plantações podem proporcionar um leque de benefícios sociais e econômicos, e contribuir para satisfazer as necessidades globais por produtos florestais, recomenda-se que elas complementem o manejo, reduzam  as pressões, e promovam  a restauração e conservação das florestas naturais.


Fonte: FSC Brasil.

13 julho 2010

Elétricos "verdes" têm apelo fraco.

Fabricantes de aparelhos elétricos verdes foram aconselhados a aumentar seus esforços de comunicação dos benefícios ambientais de seus produtos, depois de um novo estudo sugerir que muitos consumidores não compreendem totalmente as vantagens associadas a desempenhos ecológicos.

Um documento divulgado ontem pelo Programa de Ação de Resíduos e Recursos (WRAP), apoiado pelo governo dos EUA, descobriu que muitos consumidores não estão atentos à credibilidade ambiental de bens elétricos, tais como telefones celulares e máquinas de lavar, quando tomam decisões de compra.

O estudo usou uma série de pesquisas de grupo para analisar as atitudes do consumidor com sete aparelhos elétricos domésticos e afirma que "os participantes tem um nível muito baixo de compreensão sobre produtos ecológicos em geral".

Os autores do estudo pedem aos fabricantes que aumentem esforços para desafiar o mito de que itens como a durabilidade, a eficiência energética e o conteúdo reciclado comprometem a qualidade. As empresas precisam dizer com clarreza como as credenciais verdes de muitos produtos podem beneficiar o consumidor, por exemplo em contas de luz e em durabilidade.

E aí? Vamos fazer a nossa parte e começar a dar preferência aos produtos que são amigos da natureza?
Beijokas da Fernanda.

Fonte: Planeta Sustentável.

12 julho 2010

Os 10 mandamentos do consumidor Eco-Friendly, por Paulo Roberto Al-Assal

Como ser um consumidor "Eco-friendly"? Você está disposto a se comprometer com essa ideia? Tem força de vontade para fugir do hábito consumista e mudar sua maneira de comprar? Acha que consegue identificar e fugir do greenwashing, ou produtos pseudo-verdes?

Para ajudá-los nessa nova tarefa aqui estão os 10 mandamentos do "consumidor-verde" ou "Eco-friendly", segundo Paulo Roberto Al-Assaf,
fundador e diretor-geral da Voltage - agência de pesquisa qualitativa, pioneira no Brasil no estudo do comportamento humano sob as perspectivas do hoje e do amanhã.

"OS DEZ MANDAMENTOS DO CONSUMIDOR "ECO-FRIENDLY"


MANDAMENTO 1: REUTILIZE.
Opte por produtos duráveis, ou seja, por mais que sejam práticos, os produtos descartáveis são danosos ao meio ambiente e geram um lixo desnecessário. Ao adquirir material de escritório, por exemplo, escolha os que permitem recargas: cartuchos de impressão, pilhas e baterias recarregáveis.

MANDAMENTO 2: RESISTA.
Abra mão de sacos, papéis, caixas e envelopes como forma de transportar compras. Esse “lixo do futuro” polui o lençol freático, entope bueiros e exige muita matéria-prima para a fabricação. Adote as eco-bags, mas resista àquelas não produzidas com material reciclável. As “falsas eco-bags” também causam dano à natureza.

MANDAMENTO 3: APOIE.

Muitas empresas e organizações-não governamentais investem em produtos recicláveis; ambientalmente corretos. Adquirir esses produtos – identificados em vários supermercados – é um ato de consumo consciente. O Pão de Açúcar, por exemplo, possui desde 2002 o projeto Caras do Brasil, responsável por comercializar produtos sustentáveis de cerca de 70 ONGs.

MANDAMENTO 4: POUPE.
Em casa, adote o uso racional de água e luz. Quando for adquirir produtos como lâmpadas, por exemplo, cheque se o supermercado possui as que aumentam a eficiência do consumo; as fluorescentes. As incandescentes usam apenas 10% da energia consumida pelas convencionais – que desperdiçam 90% da energia com a produção de calor. A economia das lâmpadas fluorescentes chega a 80% e a vida útil é de oito mil horas versus mil horas das incandescentes.

MANDAMENTO 5: INFORME-SE.
Você sabe a procedência da carne que consome? Você sabia que supermercados como Carrefour, Pão de Açúcar e Wal-Mart anunciaram a decisão de suspender a compra de carnes produzidas em fazendas envolvidas com o desmatamento da Amazônia? Recentemente, o Greenpeace divulgou um relatório com informações que ligavam a produção de couro e carne com o desmatamento ilegal. Sem informação, o consumidor não pode ser consciente e atuante. Mas, com a informação certa, pode ser um consumidor melhor; um cidadão melhor. Para consumir informação de qualidade, acesse (via internet, imprensa etc) organizações como o Instituto Ethos, Akatu, Abrinq, Greenpeace, Idec, Pro Teste, Procon, Compra Consciente, Reclame Aqui. Essas entidades disponibilizam informação de qualidade e gratuita!

MANDAMENTO 6: INVESTIGUE.
Você sabe o que está por trás da marca que consome? Quais são as práticas e processos? Qual o envolvimento das suas marcas preferidas com ações sustentáveis? É tarefa do consumidor “investigar” o impacto ambiental e as ações de marketing sustentável das marcas preferidas. Ao adquirir produtos de empresas socialmente responsáveis você está exercendo o papel de agente de transformação da sociedade.

MANDAMENTO 7: LEIA EMBALAGENS.

Parte principal do cuidado para evitar comprar falsos eco-friendly passa pela leitura das embalagens. Os produtos com credenciais eco-friendly tornam essas características claras no nome, design, embalagem. Produtos que foram produzidos de maneira responsável costumam “reportar” ao consumidor; os ingredientes ou processos de produção são diferentes dos produtos ‘padrão’ da categoria. Como exemplo, a linha ‘bio pure’ possui nome e design que remetem à pureza e à origem orgânica. Mas, a maioria da linha usa os mesmos ingredientes que cosméticos comuns, não há indício nenhum de serem produzidos de forma ambientalmente responsável.

MANDAMENTO 8: SEJA BRASILEIRO.
Opte por produtos nacionais, especialmente da região do país em que você reside. Isso porque quanto maior a distância percorrida pelo produto para chegar ao supermercado, maior a emissão de carbono gerado pelo transporte. Produtos importados geram emissões maiores, pois exigem embalagens mais reforçadas.

MANDAMENTO 9: SEJA NATURAL.
Os produtos orgânicos devem ser privilegiados na compra porque o modelo tradicional de agricultura de larga escala é insustentável para o meio ambiente, consumidores e produtores. Problemas de erosão, baixa produtividade das terras e culturas, doenças como vaca-louca, febre aftosa e contaminação por dioxina fizeram com que a opinião pública prestasse mais atenção para onde caminha nossa alimentação. Vários estudos têm mostrado que os agricultores orgânicos que seguem um enfoque agroecológico conseguem resultados satisfatórios em vários aspectos ligados à sustentabilidade. E como identificar os produtos orgânicos? O selo de qualidade orgânico é um indicativo de que os alimentos foram produzidos e processados de acordo com as normas orgânicas, o que significa um adicional de qualidade agronômica quando comparado ao alimento convencional. 


MANDAMENTO 10: CERTIFIQUE-SE.

Uma alusão à necessidade do consumidor consciente se familiarizar com certificações ecológicas/orgânicas; selos que certificam a sustentabilidade de produtos. Com critérios distintos, os selos não garantem o impacto mínimo do produto, por isso, é importante saber quais os critérios de cada um para conceder a chancela aos produtos. Existem produtos importados comercializados no Brasil que receberam certificação ecológica de organizações estrangeiras. Um exemplo é o rótulo ecológico da União Européia que pode ser encontrada nesta gama de produtos de limpeza, vendida no Brasil. Entre as certificações, destaco a Associação de Certificação Instituto Biodinâmico (IBD); a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e a Associação de Agricultura Orgânica, entre outros."



É isso aí: olho-vivo no consumo consciente por um futuro mais sustentável.
Beijokas da Fernanda.


Fonte: http://www.incorporativa.com.br/mostranews.php?id=2371